Parque Nacional de Ķemeri
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8 ingressos e passeios
Foto: Dace Kundrāte, CC BY-SA 4.0
Slitere fica na ponta norte da Curlândia, a península ocidental da Letônia, onde o Báltico aberto encontra o golfo de Riga no cabo Kolka, e combina floresta antiga e úmida, uma longa praia deserta de areia branca e as aldeias de pescadores dos livônios, um dos menores povos da Europa. Fica a cerca de 160 quilômetros, duas horas e meia de carro, de Riga, passando pela agradável cidade serrana de Talsi, e os ônibus de Riga vão algumas vezes por dia até Kolka e ao longo da costa, embora um carro ou uma bicicleta deem muito mais liberdade; o porto de Ventspils fica a uma hora a sudoeste. Não há portarias nem taxa de entrada, apenas pequenas cobranças pelo farol e pelo estacionamento no cabo. O parque divide-se em três partes. A primeira são as Colinas Azuis, uma antiga falésia marinha, de trinta a cinquenta metros de altura, que corre paralela à costa atual, vários quilômetros para o interior, revestida de floresta de folhas caducas: na sua borda ergue-se o farol de Slitere, uma torre de tijolo vermelho de 1850, hoje um pequeno museu e torre de observação, de cujo topo, num dia claro, se vê para além da floresta até o mar e até a ilha estoniana de Saaremaa, e ao seu pé começa a trilha natural de Slitere, um circuito de cerca de um quilômetro e meio por degraus de madeira e passarela de madeira que desce a falésia, atravessa uma floresta de grande idade e exuberância e contorna as nascentes e os pântanos na sua base, que só pode ser percorrido com um guia do parque, reservado com antecedência. A segunda é a costa: o cabo Kolka, onde os dois mares colidem numa linha de ondas que rebentam sobre um banco de areia que se estende por quilômetros, com um centro de visitantes, uma trilha entre pinheiros e uma torre de observação de aves; e, enfileiradas ao longo da estrada costeira para oeste, as aldeias de Vaide, Kosrags, Pitrags, Saunags e Mazirbe, com uma trilha natural de três quilômetros e meio sobre dunas e turfeira em Pedzes. A terceira, as grandes turfeiras do interior, está estritamente fechada.
Preços atualizados da GetYourGuide para passeios cujo roteiro inclui este parque. Cancelamento gratuito na maioria dos casos.
Slitere é a área protegida mais antiga dos países bálticos, tendo sido declarada uma reserva na falésia florestada em 1921, pouco depois da independência da Letônia, e ampliada para reserva natural estatal estrita no período soviético; o parque nacional foi criado em 2000 e abrange cerca de 265 quilômetros quadrados, dos quais cem são de mar. É muitas vezes descrito como um museu ao ar livre da história do Báltico, porque as suas formas de relevo registram, com mais clareza do que em qualquer outro lugar, as etapas pelas quais o mar tomou forma depois da era glacial. As Colinas Azuis são a linha de costa do lago glacial do Báltico, que esteve aqui há uns dez mil anos; à medida que a terra, aliviada do peso do gelo, se erguia lentamente, o mar recuou para o norte por etapas, deixando atrás de si uma planície nivelada sulcada por uma série de cerca de cento e cinquenta dunas paralelas, chamadas kangari, de até dois ou três quilômetros de comprimento, separadas por depressões estreitas e encharcadas, chamadas vigas, que se encheram de turfa, uma paisagem ondulada, única na Europa pela sua extensão, que só pode ser apreendida do ar. Como a área foi protegida tão cedo, e como, sob o domínio soviético, toda a costa era uma zona militar de fronteira fechada, da qual os habitantes foram em grande parte removidos e na qual ninguém podia entrar sem autorização, as suas florestas ficaram intocadas durante a maior parte de um século. As que estão sobre a antiga falésia e abaixo dela, alimentadas por nascentes, são de um tipo rico, úmido e de folhas caducas, com freixo, olmo, tília, carvalho, teixo e hera, mais típico da Europa ocidental, e abrigam centenas de espécies de musgos e líquens, a rara orquídea sapatinho-de-dama e a hera-do-báltico;
as dunas sustentam pinhais velhos e secos, e as depressões, pântanos de amieiro e turfeiras. Quase todos os grandes animais da floresta báltica vivem aqui: alces, veados-vermelhos e corços, javalis, lobos, linces, castores e lontras, junto com a cegonha-preta, o tetraz, o bufo-real e o pica-pau-de-dorso-branco. O cabo Kolka é um dos grandes pontos de migração de aves do norte da Europa: a península afunila as aves que seguem a costa do Báltico, e em abril e maio, e de novo no outono, dezenas de milhares de pássaros canoros, pombos, gansos, grous e aves de rapina podem passar sobre o cabo num único dia. O cabo sempre foi temido pelos marinheiros, pois o baixio ao largo dele causou o naufrágio de incontáveis navios, e uma ilha artificial com um farol ergue-se a seis quilômetros mar adentro. Os livônios, ou livs, um povo fínico aparentado com os estonianos, que deu o seu nome à Livônia medieval, foram reduzidos ao longo dos séculos a uma dúzia de aldeias de pescadores nesta costa, a costa livônia, e as deportações, a proibição da pesca costeira e a dispersão dos anos soviéticos quase os extinguiram; o último falante nativo da sua língua morreu em 2013, embora ela esteja sendo ensinada de novo, e a sua bandeira verde, branca e azul tremula no centro cultural de Mazirbe, onde eles se reúnem todo mês de agosto. As aldeias, de casas de madeira desgastada pelo tempo, galpões de redes, defumadouros e, nas dunas de Mazirbe, um cemitério de barcos de pesca apodrecendo, são de grande encanto.
O parque está aberto todo o ano, embora o farol, a trilha guiada e os centros de visitantes funcionem principalmente de maio a outubro. Para as aves, o auge da migração de primavera no cabo Kolka vai de cerca de meados de abril a meados de maio, e o da migração de outono ocorre em setembro e outubro. Junho é o mês das orquídeas e das noites brancas; julho e agosto são os mais quentes, de 18 a 23 graus, com o mar, que nunca é morno, a chegar a 17 ou 19 graus, o peixe defumado no seu melhor e o festival livônio de Mazirbe no primeiro sábado de agosto;
mesmo então as praias estão quase vazias. O outono traz cogumelos, oxicocos e tempestades; o inverno, gelo ao longo da costa e um silêncio profundo. Nadar na ponta do próprio cabo Kolka é proibido e perigoso, por causa das correntes onde os mares se encontram, mas é seguro ao longo das praias de um lado e de outro. Mosquitos e carrapatos estão presentes na floresta no verão. Leve binóculos e um casaco corta-vento. Conte com um a dois dias. Talsi e a casa senhorial de Dundaga, com o seu castelo, ficam a meia hora para o interior, e Ventspils a uma hora.
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Sim. A GetYourGuide vende ingressos e visitas guiadas cujo roteiro inclui Parque Nacional de Slitere; os preços atualizados aparecem nesta página.
Parque Nacional de Slitere ocupa 265 km².
Parque Nacional de Slitere foi criado em 2000.
Parque Nacional de Slitere fica Letônia. O mapa desta página mostra a localização exata.
Letônia
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