Parque Nacional de Rajaji
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Parque de montanha · Himachal Pradesh · Índia
Foto: Samir Azad, CC BY-SA 4.0
O Parque Nacional do Grande Himalaia fica no distrito de Kullu, em Himachal Pradesh, no Himalaia ocidental do norte da Índia, nos vales altos de quatro rios que drenam para o Beas, e é um parque apenas para caminhantes, já que nenhuma estrada entra nele e tudo o que há em seu interior é alcançado a pé, normalmente ao longo de vários dias. As portas de entrada são os tranquilos vales laterais de Tirthan e Sainj, que partem da estrada principal do vale de Kullu perto do túnel de Aut, cerca de uma hora ao sul da cidade de Kullu e de seu pequeno aeroporto em Bhuntar, que tem voos ocasionais de Délhi; a maioria das pessoas chega em ônibus noturno de Délhi ou de Chandigarh até Aut, dez a doze horas, e depois de táxi, por uma hora, até as aldeias de Gushaini ou Banjar, no vale de Tirthan, ou Neuli, no Sainj.
O vale de Tirthan desenvolveu um agradável conjunto disperso de homestays e de pequenas pousadas à beira do rio, o que faz dele uma base agradável por si só, com pesca de trutas, mediante licença, e caminhadas de um dia na zona-tampão, até a cascata de Chhoie, até templos de aldeia e até o portão do parque em Rolla, a oito ou nove quilômetros do fim da estrada em Gushaini, ao longo do rio. Para ir mais longe é necessária uma autorização, emitida mediante taxa pelos escritórios do parque em Shamshi, perto de Kullu, e em Sai Ropa, no vale de Tirthan, onde há um pequeno centro de interpretação, e os visitantes devem ser acompanhados por um guia local registrado e por carregadores, contratados através das cooperativas comunitárias ou das homestays, que fornecem barracas e comida. Os trekkings clássicos são os que sobem o Tirthan até sua nascente glacial em Tirath, sete a oito dias, os que sobem o Sainj até as pradarias de Dhel e a geleira de Raktisar, e a travessia entre os dois vales pelas pastagens altas, cinco a seis dias; caminhadas mais curtas, de dois ou três dias, chegam ao refúgio de Shilt e ao alto de Rakhundi, para uma vista dos picos nevados.
O parque foi constituído em 1984 e formalmente declarado em 1999, abrangendo 755 quilômetros quadrados, e, com os santuários vizinhos de Sainj e de Tirthan e uma zona-tampão onde vivem cerca de quinze mil pessoas em 160 aldeias, forma uma área de conservação de 1.171 quilômetros quadrados, que foi inscrita como Patrimônio Mundial da UNESCO em 2014. Situa-se na junção de dois dos grandes reinos biológicos da Terra, o indomalaio ao sul e o paleártico ao norte, na face sul, encharcada pelas monções, do Himalaia principal, e ergue-se de cerca de 1.500 metros até cumes de mais de 6.000, de modo que, em poucos dias de caminhada, atravessa-se cada uma das zonas da montanha: florestas de pinheiro-azul, cedro-deodar e castanheiro-da-índia, depois carvalho, abeto, pícea e teixo, com moitas de bambu e rododendro, depois bétula no limite das árvores e, acima de cerca de 3.500 metros, os thach, pradarias alpinas cobertas de flores que os pastores usam há séculos, e por fim morena, geleira e rocha. Foi escolhido para proteção depois que um levantamento internacional do início da década de 1980 identificou estes vales como estando entre os menos perturbados do Himalaia ocidental, e assim permanecem porque são íngremes, sem trilhas e nunca foram explorados para madeira em grande escala. O parque é célebre entre os ornitólogos por seus faisões.
O tragopã-ocidental, ave do denso sub-bosque da floresta alta, o macho carmesim e preto salpicado de branco, com uma barbela azul na garganta que exibe na primavera, é um dos faisões mais raros do mundo, restrito a uma faixa estreita do Himalaia ocidental, e este parque abriga sua maior população protegida; com ele vivem o monal-do-himalaia, de verde, cobre e púrpura iridescentes, a ave símbolo do estado, o koklass, o kalij e o faisão-cheer. Entre os mamíferos estão o tar-do-himalaia e o goral nas escarpas, o carneiro-azul e o íbex mais acima, o cervo-almiscarado, o serau, o urso-pardo-do-himalaia nas pastagens altas, o urso-negro na floresta, o leopardo-comum e, acima do limite das árvores, um pequeno número de leopardos-das-neves, fotografados regularmente por armadilhas fotográficas. Quando o parque foi finalmente decretado, os direitos tradicionais dos aldeões do entorno de pastorear ovelhas e cabras em suas pradarias no verão e de colher ervas medicinais e o valioso cogumelo morchela foram extintos, com indenização, uma decisão que causou ressentimento duradouro e que o parque procurou suavizar formando homens e mulheres da região como guias, cozinheiros e artesãos. Cada aldeia tem sua própria divindade, abrigada num templo de madeira entalhada com teto em pagode, que é levada em procissão às festas, e vários dos lagos e cumes altos lhe são sagrados.
O parque está aberto o ano todo, em princípio, mas as temporadas de trekking são duas. De meados de abril ao fim de junho a neve recua montanha acima, os rododendros florescem, os faisões cantam e se exibem, o que faz de abril e maio a época dos observadores de aves, e as pradarias altas abrem-se em junho. A monção, de julho a meados de setembro, traz chuva forte, sanguessugas, rios cheios, deslizamentos nas estradas de acesso, que nos últimos anos causaram danos graves no vale de Kullu, e nuvens sobre os picos, embora as pradarias alpinas estejam então em plena floração.
De meados de setembro a meados de novembro o tempo é estável, o ar é limpo, as florestas ficam douradas e vermelhas, e esta é a melhor estação para as rotas altas. De dezembro a março a parte alta do parque fica sob neve profunda, e só o vale baixo é acessível, quando os animais descem e são mais fáceis de avistar. Leve roupa quente e impermeável, e reserve tempo para se aclimatar acima dos três mil metros. Conte com três a oito dias. O passo de Jalori e o lago Serolsar, as fontes termais de Manikaran e a cidade de Manali são as outras atrações da região.
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1 ingresso ou passeio
A GetYourGuide não oferece nenhum passeio online para Parque Nacional do Grande Himalaia; a entrada, quando é cobrada, paga-se no local ou junto da administração do parque. Nesta página há parques próximos com passeios que podem ser reservados.
Parque Nacional do Grande Himalaia ocupa 755 km².
Parque Nacional do Grande Himalaia foi criado em 1984.
Parque Nacional do Grande Himalaia fica Himachal Pradesh, Índia. O mapa desta página mostra a localização exata.